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30.4.06

O tempo que nos resta

De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas
e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos.
Que não será aqui a nossa festa.

De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos.
De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos.
A solidão deixou de ser um nome apenas.
Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos. Dói.
Dói tanto!

E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor,
e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma.
Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade.
Falamos e sabemos que não somos nós quem fala.
Já não acreditamos naquilo que todos dizem.
Os jornais caem-nos das mãos.
Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.

Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos.
Como os outros.
Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente.
Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco.
Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante
onde temos uma herança de nobreza a receber.

O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa.
Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.

E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado.
Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído,
uma vontade grande de não mais ter medo,
o reconhecimento de que é preciso baixar a fronte e pedir ajuda.
E perguntar o caminho.

Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos,
de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos.
E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos.
As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo.
Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.

E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas
que fizemos e tínhamos tentado esquecer.
São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras,
que se agitam numa dança animalesca.
Não as queremos, mas estão cá dentro.
São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos é bastante mais fácil do que parece,
mas sabemos que também isso é um ponto da viagem
e que não nos podemos deter aí.

Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas.
Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início.
Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate.
Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir...
Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons.
De complicar a vida.
De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais.
Até que doa tudo.

Não queremos perder nem mais uma gota de alegria,
nem mais um fio de sol na alma,
nem mais um instante do tempo que nos resta.

Retirado deste site

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25.4.06

Ai o tal? Ai o tal, não.

Dá-me vontade de esganar alguém.

Qual não é o meu espanto quando recebo uma certa carta da CLIX a dizer que, por motivos alheios, não pode fazer a instalação da internet e do telefone em minha casa.

Tudo por causa do modo como foi feita a instalação da linha da PT.
O técnico que a fez ligou-a, infelizmente, a uma central remota.
Esperto.

Depois de telefonar para o Apoio a Clientes do CLIX, eis que atende uma funcionária que mal sabia explicar a origem do problema.
Apenas foi capaz de dizer que a culpa da situação era da PT e que era com eles que devia tentar resolver o problema.
Uma chamada para o 16200 - (PT) -, resulta em mais uma chatice.
A PT afasta logo a responsabilidade de qualquer erro para a instalação da linha telefónica e da net, por parte do CLIX.

Lembra-me daquela frase do Gato Fedorento: "Ai o tal? Ai o tal, não."

Decidam-se...

Lembrei-me de um computador antigo que tinha um modem interno.
Não muito bom, por ser lento mas, enfim, sempre dava para navegar.

De um momento para o outro, APAGA-SE!!!!
Pronto.
Pifou de vez...
Tadinho, já estava mesmo velhito e com muitas actualizações também já não se esperava muito dele.

Sorte é ter o portátil ainda a 100%, e espero que assim fique muuuuuuito tempo, e com a ajuda de amigos, lá se fez uma ligação à net.

Bem...
Com tantas coisas, vamos ver quanto tempo ainda tenho de esperar pela resolução do diferendo CLIX - PT.

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21.4.06

O hoje e o amanhã

Hoje: Entro de férias no final do dia - (pelo menos é uma semanita para descansar!)

Amanhã: Entro na casa dos 30!!!

Pois é Sofia...
O suspense do anterior post era por causa do meu aniversário.

Amanhã entro na casa dos 30!
Quem diria???
Estou mesmo velho.

Mamã, amanhã, vou-te dar mil e um beijos.

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19.4.06

Está quase!!!

O quê?
Logo irão saber...

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16.4.06

Pecados e não só.

Nesta altura em que se realiza mais uma Páscoa discute-se a posição tomada pelo Vaticano, em relação aos novos pecados.
São eles: ver televisão, ir à internet e ler jornais.
Bem, são pecados caso sejam feitos em demasia.

Ler a Bíblia é a solução.
Custa-me a crer tal coisa.

A sociedade já, há muito tempo, anda afastada da igreja e não consigo acreditar que com isto tudo a posição mude.
Com os níveis de informação a mudar, ir à net, ler jornais e ver televisão torna-se essencial para nos mantermos informados.

O meu Avô, com quase 83 anos, quer colocar a internet em casa.
Avô, Avô, é melhor nem dizeres nada à Avó...
Já sabes a resposta que ela te irá dar.

Não estou aqui a querer lançar um debate quanto à religião de cada um, se acreditam ou não.
Eu acredito que exista alguém superior a olhar por nós.
Mas isso depende da pessoa em si.

Enfim, a minha posição é contra..

Mudando de assunto.

Francisco Adam

O actor da série "Morangos com Açúcar" Francisco Adam, de 22 anos, morreu esta madrugada na sequência de um acidente de carro na Estrada Nacional 118, em Alcochete, que causou também dois feridos graves.
O actor interpretava, há mais de um ano, o papel de Dino na série transmitida pela TVI depois de ter sido modelo e de dar a cara por várias campanhas publicitárias durante cerca de quatro anos.

Segundo a Brigada de Trânsito da GNR, o acidente aconteceu às 03h50, quando a viatura ligeira onde o actor seguia se despistou na EN.

Verdade seja dita, eu acompanhava a série.
Não é que fosse grande coisa mas, para quem só tem os 4 canais nacionais e não existe mais nada de jeito nos restantes canais, vê-se a série.

Gostava daquele actor, da maneira de como interpretava...

O seu acidente fez-me lembrar de um que ia tendo a caminho da Lousã, quando fiz um peão e quase fui embater num muro.
Felizmente, não aconteceu.

A todos os que conduzem e que leiam este meu post, tenham atenção na estrada.
Conduzam com calma.

E lembrem-se:

Mais vale perder um minuto na vida que a vida num minuto.

FELIZ PÁSCOA.

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12.4.06

Feliz Páscoa

Já que ainda não tenho net em casa e visto que irei estar ausente devido à tolerância venho, desde já, desejar-vos que tenham uma Feliz Páscoa cheia de amêndoas e folares.

Páscoa


Estes votos são, também, extensíveis a todos os vossos familiares.

E cuidado! Não abusem dos doces.

Voltarei na Segunda.

Até lá....

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10.4.06

De volta...

Cá estou eu de volta a este mundo.
Obrigado às pessoas que me deixaram palavras de incentivo.

Estive um tempito ausente a tentar reorganizar ideias, pensamentos...
Teve que ser.
Algumas situações que aconteceram e que me fizeram repensar em certas atitudes que tinha e que precisava, urgentemente, mudá-las.

Nunca estive em causa a possibilidade de "abandonar o barco".
Quer queiram quer não, irei continuar neste espaço.

Como já atrás referi, obrigado às pessoas que me deixaram palavras de incentivo.

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2.4.06

Já me apeteceu dizer adeus a este mundo dos blogs.
Sinto-me, muitas vezes, desgastado com a forma de como sou visto nas palavras que aqui deixo.

Já recebi muitas palavras amigas de pessoas que só conheço virtualmente.

Mesmo assim, a minha vontade era muito forte.

Assim, vou fazer uma pausa.
Por mais que me custe, tem de ser.

Tenho que colocar certas ideias em ordem, estabelecer novos princípios, preparar-me para novas batalhas...
Quero que saibam que não irei desaparecer.
Apenas acho que é melhor para mim fazer esta pausa.

Por quanto tempo vai ser?
Nem eu sei.

Sejam vocês próprios. Nunca deixem de lutar pela vossa felicidade, pelas vossas vitórias.

Principalmente, ACREDITEM EM VOCÊS!!!

Até já...

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